Educação sensível à originalidade
DOI:
https://doi.org/10.12795/CP.2023.i32.v1.02Palavras-chave:
Educação, Antropologia da educação, Educação intercultural, Crença, IdentidadeResumo
Este estudo defende a conveniência de educar cada pessoa de acordo com a sua própria originalidade (ser originário), que é captada pela sua sensibilidade pessoal. Argumenta-se que há uma origem anterior que origina, e o que origina pode ser aceite e desenvolvido pela educação, ou não pode ser aceite, e, portanto, a educação será orientada para a auto-configuração de uma alternativa.
Analisam-se as consequências de educar a partir da aceitação da origem captada pela própria sensibilidade pessoal e da não aceitação ou não captação do originário em si mesmo. O estudo segue o método da antropologia transcendental. Na discussão, avaliam-se as dificuldades encontradas para educar a partir deste estrato da realidade e conclui-se que é aconselhável acompanhar a pessoa para que, a partir da sua sensibilidade pessoal, possa captar a sua própria originalidade, aceitá-la e optar por desenvolvê-la como a opção que lhe permite ser a versão original de si mesma; o que pode ser melhor ou pior. A conclusão é que é melhor ser uma versão "pior" mas autêntica de si próprio do que uma versão "melhor" mas falsa. Para efeitos de realização pessoal, esta versão "pior" conduz, como consequência, à aquisição de uma felicidade convivial.
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