Apontamentos para propor aulas de cièncias mais complexas a partir do tema entropia

Thiago Cavalcanti, Giselle Watanabe

Resumen


A formação de sujeitos mais críticos para atuar no mundo contemporâneo parece demandar outra forma de encarar o ensino de ciências, seja do ponto de vista das estratégias propostas, da necessidade de delinear a(o) cidadã(o) a ser formado ou da própria linguagem da ciência. Esses aspectos tornam-se essenciais do ponto de vista de uma educação científica escolar que vai além das aulas transmissíveis e deterministas, pautadas exclusivamente nos livros textos e na ausência de interações em sala de aula. Para nós, encarar essa formação requer considerar aspectos da complexidade enquanto elementos organizadores do pensamento e das ações propostas na escola. Nessa perspectiva, esse artigo investiga e propõe alguns elementos que possibilitam o trabalho em sala de aula a partir do assunto entropia, tomando-o como a porta de entrada da complexidade nas aulas de ciências do ensino básico, especialmente de física. Metodologicamente, a pesquisa se desenvolve a partir de estudos dos livros didáticos e de aspectos da complexidade visando identificar os espaços de inserção no currículo; proposição de um conjunto de aulas mais abertas e dinâmicas; e análise de algumas considerações dos(as) estudantes envolvidos(as). Dos resultados, notam-se que os espaços encontrados nos currículos tradicionais são limitados, no entanto, há possibilidades de trabalho a partir da termodinâmica e assuntos relacionados ao meio ambiente, tais como o tratamento da poluição com foco no aumento da entropia e sua irreversibilidade; reflexões sob o olhar da termodinâmica acerca da sustentabilidade, consumo, riscos e princípio da precaução.

Texto completo:

PDF

Referencias


Calafell, G., Bonil, J. & Pubill, M. J. (2015). ¿Es posible una didáctica de la Educación Ambiental? ¿Existen contenidos específicos para ello? Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, volume especial (abril de 2015), 31-53. Disponible en: https://periodicos.furg.br/remea/article/view/4987

Carvalho, F. R. (2017). As hipóteses de progressão numa proposta de aulas complexificada sobre o tema aquecimento global. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do ABC.

Carvalho, I. C. M. (2004). Educação ambiental crítica: nomes e endereçamentos da educação. In: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Identidades da educação ambiental brasileira. Brasília, 13-24. Disponible en: http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/livro_ieab.pdf.

Cavalcanti, T. (2018). Aspectos da complexificação para tratar a entropia nas aulas de Física. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do ABC.

Covolan, S. C. T, Silva, D. da (2005). A entropia no Ensino Médio: utilizando concepções prévias dos estudantes e aspectos da evolução dos conceitos. Ciência & Educação, 11(1), 98-117. Disponible en: http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v11n1/09.pdf

Díaz, J. E. & Watanabe, G. (2019). Menos pode ser mais: do decrescimento e descomplexificação à complexidade. Linhas Críticas, 25, 10-33.

Flores-Camacho, F., Ullooa-Lugo, N. (2014). ¿Cómo enseñan la entropía los profesores universitarios? Revista Eletrónica de Enseñanza de las Ciencias, 13(2), 201-221.

García, J. E. (1988). Fundamentos para la construccion de un modelo sistemico del aula. In: Porlán, R., García, J. E., Canãl, P., orgs. Constructivismo y Enseñanza de las Ciencias. Sevilha, Díada.

García, J. E. (1998). A natureza do conhecimento escolar: transição do cotidiano para o científico ou do simples para o complexo? In M.J. Rodrigo & J. Arnay (org), Conhecimento cotidiano, escolar e científico: representação e mudança. São Paulo: Ática.

García, J. E. (2004). Educación Ambiental, Constructivismo y Complejidad. 1ed. Espanha: Díada.

García, J. E. (2005). Complejidad y Construcción del Conocimiento. Enseñanza de las Ciencias, numero extra, VII Congreso. Disponible en: https://core.ac.uk/download/pdf/13309879.pdf

Gonçalvez Filho, A., Toscano, C. (2013). Física: Interação e Tecnologia. São Paulo: Leya.

Guimarães, M. (2004). Educação ambiental crítica. In: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Identidades da educação ambiental brasileira. Brasília, 25-34. Disponible en: http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/livro_ieab.pdf.

Guimarães, J. O. de S., Piqueira, J. R. C., Carron, W. (2013). Física. São Paulo: Ática.

Jacobi, P. (2003). Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, 118, 189-205. Disponible en: http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf

Jacobi, P. R. (2009). Educação e sustentabilidade: caminhos e práticas para uma educação transformadora. São Paulo: Evoluir Cultural.

López-Lozano, L., Ramírez, E. S. (2015). Energía, problemas socioambientales y libros de texto: ¿una relacíon compleja?, Investigacíon en la escuela, 86, 61-73. Disponible en: https://idus.us.es/xmlui/handle/11441/41451

Martini, G., Spinelli, W., Reis, H. C. & Sant’Anna, B. (2013). Conexões com a Física. São Paulo: Moderna.

Moraes, R.; Galiazzi, M. C. (2007). Análise Textual Discursiva. Ijuí: Unijuí.

Morin, E. (2007). Introdução ao pensamento complexo; tradução de Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina.

Pietrocola, M., Pogibin, A., Andrade, R. de & Romero, T. R. (2013). Física – Conceitos e contextos: pessoal, social e histórico. São Paulo: FTD.

Prigogine, I., Stenger, I. (1984). A nova aliança. Brasília: Universidade de Brasília.

Rodríguez-Marín, F. & García, J. E. (2009). El activismo que no cesa: obstáculos para incorporar la metodología didáctica basada en la investigación del alumno a la práctica de la educación ambiental. Invetigacion en la Escuela, 67, 23-36. Disponible en: https://idus.us.es/xmlui/handle/11441/60787

Rodríguez-Marín, F., Fernández-Arroyo, J. & García, J. (2014). Las hipótesis de transición como herramienta didáctica para la educación ambiental. Enseñanza de Las Ciencias, 32(3), 300-318. Disponible en: https://www.raco.cat/index.php/Ensenanza/article/view/287574/375727

Torres, C. M. A., Ferraro, N. G., Soares, P. A. de T. & Penteado, P. C. M. (2013). Física – Ciência e Tecnologia. São Paulo: Moderna.

Stefanovits, A. (2013). Ser Protagonista - Física. São Paulo: SM.

Watanabe, G. (2012). Aspectos da complexidade: contribuições da Física para a compreensão do tema ambiental. (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, Brasil.

Watanabe, G. & Rodríguez-Marín, F. (2018). Aspectos da complexidade nas questões socioambientais: as abordagens no Brasil e na Espanha. Ciência & Educação, 24(3), 543-562. Disponible en: http://www.redalyc.org/toc.oa?id=2510&numero=57536




DOI: https://doi.org/10.12795/IE.2019.i98.04

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-CompartirIgual 4.0 Internacional.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Investigación en la Escuela está presente en los siguientes índices y bases de datos: