Mais habitação, menos arquitetura
cinco paradoxos do habitat contemporâneo como estratégia frugal de emancipação
DOI:
https://doi.org/10.12795/astragalo.2025.i38.11Palavras-chave:
arquitetura frugal, habitação coletiva emancipatória, paradoxo, flexibilidade, sustentabilidadeResumo
A investigação baseia-se no estudo de caso da Zona Norte de Granada através de uma revisão do crescimento vivido e dos modelos de desenvolvimento que produziram uma transformação sem precedentes na cidade durante a segunda metade do século XX. Estas ações em novos bairros, levadas a cabo por iniciativas públicas e privadas, visavam a resolução do problema habitacional da época. O estudo dos processos e necessidades de deslocalização permitiu analisar as respostas dadas aos fenómenos migratórios e demográficos, bem como o impacto que tiveram na realidade social dos bairros. Para além de aprofundar os aspetos tipológicos e morfológicos, estudou-se a importância dos instrumentos de planeamento disponíveis na época. Uma vez discutido o estudo de caso, apresenta-se o problema habitacional atual, considerando todos os fatores que intervêm na sua complexidade. A partir da observação dos modos de utilização e apropriação dos espaços de convivência é possível compreender os comportamentos contemporâneos em relação aos modos de viver. Todos estes estudos permitem pensar em possíveis ações, principalmente na adaptação de habitações em bairros degradados para resolver o atual problema de acesso à habitação. Em particular, é abordada a oportunidade de chegar a estes bairros, alcançando a restauração arquitetônica, a regeneração urbana e a revitalização social destes bairros. Em suma, apelando à natureza emancipatória da habitação coletiva em massa para a sociedade.
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