Análise do Padrão Espacial do Uso e Cobertura do Solo e da Fragmentação e Conectividade da Vegetação no Semiárido do Nordeste Brasileiro: Bacias Dos Rios Taperoá e Alto Paraíba-Pb

Valeria Raquel Porto de Lima, Vinícius da Silva-Seabra, Rafael Albuquerque-Xavier, Patricia da Conceição-Dornellas

Resumen


As bacias do alto curso do rio Paraíba e do Taperoá localizam-se na zona semiárida do Estado da Paraíba. Grande parte da delimitação do semiárido possui bosques de Caatinga, que por suas condições bioclimáticas, diversidade e endemismos, torna-se um bioma singular, estendendo-se por uma superfície de 844.453Km2 IBGE (2010).  Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi analisar a distribuição do uso, cobertura do solo, padrão espacial da fragmentação e conectividade da paisagem nas bacias do alto Paraíba e do Taperoá. O mapeamento foi feito a partir de classificação GEOBIA de imagens MSI do satélite Sentinel 2, com o uso do software GUIDOS. Os resultados apontam a maior presença de caatinga e maior conectividade no sul e noroeste na bacia do alto Paraíba e no sudoeste da bacia do Taperoá.

Palabras clave


paisagem; Caatinga; bacia hidrográfica; semiárido; fragmentação; conectividade

Texto completo:

PDF (Português (Brasil))

Referencias


Ab’saber, A. N. O Domínio dos Sertões Secos. In: AB’ SABER, A. N. Os Domínios de natureza no Brasil: Potencialidades Paisagísticas, 83-101. São Paulo, Brazil: Editorial Ateliê.

Andrade-Lima, D. (1981). The caatingas dominium. Revista Brasileira de Botânica. Vº 4, 149 – 153. Rio de Janeiro, Brazil.

Antunes, M. A. H., Gleriani, J. M. & Debiasi, P. (2012) Atmospheric effects on vegetation índices of TM and ETM+ images from a tropical region using the 6S model. In: Proceedings of the IEEE IGARSS2012, pp. 6549-6552. Munich.

Brainer, M.S. De C.P. et al. (2011). Manejo florestal: uma possibilidade de parceria entre calcinadores e apicultores na Chapada do Araripe (PE). Informe Rural ETENE, ano V – maio de 2011, n. 7.

Brasil (2017). Ministério do Meio Ambiente - MMA. Disponível em: Acesso em: 14 jul. 2017.

Burgos, J. L. M. & Rebollar, J.L.G. (1973). Diagramas Bioclimáticos. Instituto Nacional para la Conservación de la Naturaleza.

Camara, R. (2004) Escalonamiento Bioclimático, Regímenes Ecodinámicos y Formaciones Vegetales de la Isla de la Española en República Dominicana. Estudios en Biogeografía, 39- 58. Terrasa, España: Servei de Publications de la Universitat de Girona.

Cruz, C.B.M., Vicens, R.S., Seabra, V.S., Reis, R.B., Faber, O.A., Richter, M., Arnaut, P.K.E., Araujo, M. (2007) Classificação orientada a objetos no mapeamento dos remanescentes da cobertura vegetal do bioma Mata Atlântica, na escala 1:250.000. XIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, INPE, Florianópolis, Brasil.

Cain, S. & G. O. Castro (1959). Manual of vegetation analysis. New York: Harper & Bro.

Cole, M. (1986). The savannas: biogeography and geobotany. London: Academic Press.

Definiens (2017). The Principles of Definiens Cognition Network Technology. Disponível em: http://earth.definiens.com/learn/technology. Acesso em 15/11/2017.

Delegido J., Verrelst J., Alonso L. & Moreno J. (2011). Estimation of Sentinel-2 red-edge bands for empirical estimation of green LAI and Chlorophyll content. Sensors. doi: https://doi.org/10.3390/s110707063

EMBRAPA. Manual de métodos e análises de solo. 2o ed. Rio de Janeiro: [s.n.].

Fernandes, A. G. & Bezerra, P. (1990). Estudo de Fitogeográfia do Brasil. Edit. Stylus Comunicações – Fortaleza – Brasil. 205 p.

Freire, N. C. F. (Org.) (2018). Atlas das caatingas - o único bioma exclusivamente brasileiro. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, p.200: il.

Figueiró, A. S. & Coelho Netto, A. L. (2009). Impacto ambiental ao longo de trilhas em áreas de floresta tropical de encosta: Maciço da Tijuca Rio de Janeiro – RJ. Mercator - Revista de Geografia da UFC, v. 08, n 16, 187-200. doi: https://doi.org/10.4215/RM2009.0816.0015

Figueiró, A. (2015). Biogeografia: dinâmicas e transformações da natureza. Oficina de Textos, São Paulo. 2015.

Frohn, R. (1998). Remote sensing for landscape ecology: New metric indicators for monitoring, modeling, and assessment of ecosystems. Boca Raton, FL: Lewis, 99 p. 1998.

Hildenbrand Scheid, A. (1993). Creación, Conservación y Gestión del Paisaje un Elemento Clave para el Desarrollo Rural en Andalucía. Revista de Estudios Andaluces, 19, 43-52. Acesso em 08/12/2018

doi: https://doi.org/10.12795/rea.1993.i19.03

Hueck, Kurt (1978). Los Bosques de Sudamérica. Ed. Soc. Alemana de Cooperación Técnica. Eschbern. 1978.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Mapa de Biomas do Brasil, primeira aproximação. Rio de Janeiro: IBGE. [12 abril 2017].

Lima, V. R. (2012). Caracterización biogeográfica del bioma Caatinga en el sector semiárido de la cuenca del Río Paraíba – Noreste de Brasil: Propuesta de Ordenación y Gestión de un medio semiárido tropical. Tesis de doctorado. Universidad de Sevilla. 479 p.

Lima, V. R. P. & Cámara, R. A. (2013). Propuesta de Ordenación para la Conservación y Manejo de los Recursos Naturales en el Bioma de Caatinga. Revista Mercator, 11 (29), 191-210, set./dez.

Leal, G. F. (2014). Acúmulo de serapilheira no fragmento florestal no gradiente borda-interior do município de Guaçuí, ES. 32f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Florestal). Universidade Federal do Espírito Santo. Jerônimo Monteiro – ES.

López Cadenas De Llano, F. & Mintegui Aguirre, J.A. (1986). Hidrología de Superficie. Tomo I. Madrid, España: Ed. Fund.Conde Salazar. ETSI. Montes.

Martius, K. P. Von (1986). A viagem de Von Martius. tabulae physiognice: 1840. v. 1. Rio de Janeiro: Index.

Martínez Batlle, J.R. (2002). Sabanas de la República Dominicana: análisis ecodinámico de patrones tipológicos y sus ecotonos. Inédito. Proyecto de Investigación de Doctorado, Universidad de Sevilla.

MMA - Ministerio do Meio Ambiente (2007). Áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira. 2007. Biodiversidade 31. Atualização: Portaria MMA nº 9, de 23 de janeiro de 2007.

Oliveira, M, E, A., Martins, F. & Shepherd. G.J. (2004). Relação solo-vegetação numa transição campo-floresta no Nordeste do Brasil. In.: OLIVEIRA, M, E, A. Mapeamento, florística e estrutura da transição Campo-Floresta na vegetação (Cerrado) do Parque Nacional Sete Cidades, Nordeste do Brasil. Tese de Doutorado. Instituto de Biologia. Unicamp, São Paulo.

Pereira, J.L.G.; Batista, G.T.; Thalês, M.C.; Roberts, D.A.; Venturieri, A.V. (2001). Métricas da paisagem na Caracterização da evolução da ocupação da Amazônia. Geografia, 26 (1), 59-90, abr. 2001.

Pereira, I. M, L. A. Andrade, E. V. S. B. Sampaio E M. R. V. Barbosa (2003). Use-history efects on structure and lora of caatinga. Biotropica, 35 (2), 154-165.

Prado, D. E. (2003). As caatingas da América do Sul. In: Leal, R. I.; Tabarelli, M.; Silva, J. M. C. (Ed.) Ecologia e conservação da caatinga: uma Introdução ao desafio. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 3-73.

Kuhlmann, E. (1974). O domínio da Caatinga. Boletim Geográfico 33, 65-72.

Rodal, M.J.N. & Nascimento, L.M. (2002) Levantamento florístico da floresta serrana da reserva biológica de Serra Negra, microrregião de Itaparica, Pernambuco, Brasil. Acta Botanica Brasilica 16, 481-500. doi: https://doi.org/10.1590/S0102-33062002000400009

Riou. G. (1995). Savanes L’herbe, l’arbre el l’homme en terres tropicales. Paris: Edit Masson.

Rizzini, C. T. (1997). Tratado de Fitogeografia do Brasil: aspectos ecológicos, sociológicos e florísticos. Edit. Àmbito Cultural, 2ª Ediçao.

Santos, P. P., Augusto, R. C. & Richter, M. (2017). Sentinels 2 - Procedimentos e potencial de utilização a partir de geotecnologias gratuitas. Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto. 28 a 31 de maio de 2017. Santos. ISBN:978-85-17-00088-1.

Santos, Celso A. G., Silva, R. M. & Srinivasan, V. S. (2007). Análise das perdas de água e solo em diferentes coberturas superficiais no semiárido da Paraíba. OKARA: Geografia em debate, 1 (1), 16-32.

Seabra, V. S., Xavier, R. A., Damasceno, J. & Dornellas, P. C. (2014). Mapeamento do uso e cobertura do solo da bacia do rio Taperoá: Região Semiárida do Estado da Paraíba. Caminhos de Geografia (UFU), 15, 127-137.

SNUC (2003). Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. MMA/SBF. 3 ed.

Soille, P. & Vogt P. (2008). Morphological segmentation of binary patterns. Pattern Recognition Letters 30, 4, 456-459. doi: https://doi.org/10.1016/j.patrec.2008.10.015

Schnell, R. (1979). La flore e la végétation de L’Amerique Tropicale. Paris: Gauthier-Villars.

SUDEMA - SUPERINTENDÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO DO MEIO AMBIENTE- (2004). Atualização do diagnóstico florestal do Estado da Paraíba. João Pessoa: SUDEMA, 2004. 268p.

Troll, C. (1939). Luftbildplan und ökologische Bodenforschung (Aerial photography and ecological studies of the earth). Zeitschrift der Gesellschaft für Erdkunde, Berlin: 241-298.

Trochain, J. L. (1957). Accord interafricain sur la définition des types de végétation de l'Afrique tropicale. Bulletin de l’Institut d’Etudes Centreafricaines. 13: 55-93.

Vogt, P. (2012). User Guide of Guidos. European Commission, Joint Research Centre (JRC). Italy.

VOGT. P., RIITTERS, K. (2017). Guidos Toolbox: Universal digital image object analysis. European Journal of Remote Sensing, 50, 1, 352-361. doi: http://dx.doi.org/10.1080/22797254.2017.1330650

Whitford, W. G. (1995) Desertification (1995). Implications and limitations of the ecosystem health metaphor. En Rapport, D. J., C. L. Gaudet e P. Calow (eds.), Evaluating and Monitoring the Health of Large-Scale Ecosystems, 28 (1), 273-292.


Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Documento sin título