DECLARAÇÃO DO CENTENÁRIO DA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO E A PROTEÇÃO DO TRABALHADOR DIGITAL NO PARADIGMA DA FRATERNIDADE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12795/e-RIPS.2019.i02.06

Palavras-chave:

Trabalho em plataforma, crowdwork, trabalhador digital, fraternidade, OIT.

Resumo

As inovações tecnológicas permitiram alterar formas de comunicação, modos de criação e formas de trabalho. Conceitos como indústria 4.0, economia do compartilhamento, gig economy e plataformização do trabalho trazem um novo paradigma produtivo que se expressa por meio da digitalização. O objetivo deste estudo é identificar em que medida a Constituição da OIT é atual, no presente cenário, e se ela é um vetor de proteção ao trabalhador, no paradigma da fraternidade no mundo do trabalho. Conclui-se que o Direito Internacional, na figura da Constituição da OIT, emendada em 2019 pela Declaração do Centenário, é uma diretriz de proteção normativa do trabalhador digital. Desnecessária uma nova estrutura para o Direito do Trabalho, mas sim uma adaptação no seu funcionamento para que comporte o trabalhador digital, mantendo a essência protetiva da disciplina.

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Biografia do Autor

Luciane Cardoso Barzotto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Pós-Doutora em Direito pela Universidade de Edimburgo. Professora de Direito do Trabalho no Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Avenida João Pessoa, nº 80, 2° andar, 90040000, Porto Alegre, RS, Brasil. +55 51 3308 3306

Maíra Brecht Lanner, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestre em Direito. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós Graduação em Direito. Avenida João Pessoa, nº 80, 2° andar, 90040000, Porto Alegre, RS, Brasil. +55 51 3308 3306 

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Publicado

2019-12-30

Como Citar

Cardoso Barzotto, L., & Brecht Lanner, M. (2019). DECLARAÇÃO DO CENTENÁRIO DA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO E A PROTEÇÃO DO TRABALHADOR DIGITAL NO PARADIGMA DA FRATERNIDADE. E-Revista Internacional De La Protección Social, 4(2), 124–143. https://doi.org/10.12795/e-RIPS.2019.i02.06

Edição

Seção

ARTÍCULOS DOCTRINALES