Estratégias das mulheres dos movimentos de moradia frente à Covid-19 no Brasil e na Argentina
stratégies spatiales des mouvements sociaux face au covid-19 au Brésil et en Argentine
DOI :
https://doi.org/10.12795/HabitatySociedad.2023.i16.06Mots-clés :
habitação social, movimento popular, gênero, autogestão, produção social do habitat, pandemiaRésumé
As estratégias das mulheres dos movimentos sociais que lutam por moradia na América Latina diante da pandemia da Covid-19 serão investigadas através de entrevistas semiestruturadas com participantes do Movimento Sem Terra Leste 1 (MST-Leste1), em São Paulo, Brasil, e do Movimiento de Ocupantes e Inquilinos (MOI), em Buenos Aires, Argentina. O trabalho reprodutivo e de cuidado, e seu viés de gênero, classe e raça, foram temas de debate durante a pandemia, e a incapacidade do Estado em resolver as demandas e a crescente situação de vulnerabilidade social levaram ao surgimento de numerosas formas de ajuda mútua em territórios populares. Nos conjuntos habitacionais produzidos pela população organizada com base na autogestão, as redes de solidariedade estruturadas por mulheres, que também foram protagonistas na concepção e produção destes espaços, funcionaram de forma sistemática. As entrevistas demonstram o protagonismo das mulheres diante das demandas reprodutivas, destacando que a dimensão política do cuidado coletivizado, a práxis organizativa com base na autogestão dos movimentos populares e a disponibilidade de espaços comuns foram essenciais para enfrentar a pandemia.
Téléchargements
Références
Abreu, Fernanda, Marques, Fernanda e Diniz, Ilidiana (2020). Divisão sexual do trabalho entre homens e mulheres no contexto da pandemia da Covid 19. Revista Inter-Legere, 3(28), 1-22. https://doi.org/10.21680/1982-1662.2020v3n28ID21486
Amoroso, Serafina (2020). Urbanismo con perspectiva de género. Crítica Urbana, 11, 8-10. Recuperado em 12 de julho de 2022 de: https://criticaurbana.com/urbanismo-con-perspectiva-de-genero
Delgado de Carvalho, Priscila, Teixeira, Marco Antonio, Motta, Renata e Penna, Camila (2022). Sistemas alimentares em disputa: respostas dos movimentos sociais à pandemia Covid-19. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 37(108), 1-18.
Cavallero, Luci e Gago, Veronica (2020). A batalha feminista pela propriedade. Recuperado em 08 de maio de 2023 de: https://sul21.com.br/opiniao/2020/07/a-batalha-feminista-pela-propriedade-por-luci-cavallero-e-veronica-gago/
Ciocoletto, Adriana (2014). Espacios para la vida cotidiana: auditoría de la calidad urbana con perspectiva de género. Comanegra.
Deere, Carmem Diana e Léon, Magdalena (2003). Diferenças de gênero em relação a bens: a propriedade fundiária na América Latina. Sociologias, 5(10), 100-153.
Estrela, Fernanda Matheus, et al. (2020). Pandemia da Covid 19: refletindo as vulnerabilidades a luz do gênero, raça e classe. Ciênc. Saúde Colet, 25, 3431-3436.
Federici, Silvia (2020). Capitalismo, reprodução e quarentena. Recuperado em 23 de fevereiro de 2023 de: https://www.editoraelefante.com.br/capitalismo-reproducao-e-quarentena
Guerreiro, Isadora e Lazarini, Kaya (2015). Processos de projeto como construção de autonomia. Em USINA, CTAH (2015). Usina: entre o projeto e o canteiro (pp. 155-167). São Paulo: Edições Aurora.
Helene, Diana, Lazarini, Kaya e Andreotti, Maria Beatriz (2021). A gestão dos cuidados tem gênero, raça e classe: as zonas de sacrifício da Covid-19 nas cidades brasileiras. Cadernos de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo (Mackenzie. Online), 21, 28-43.
Huron, Amanda (2018). Carving out the commons: Tenant organizing and housing cooperatives in Washington, DC. Univ. of Minnesota Press.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2021). IBGE Cidades, Panorama de São Paulo. Recuperado em 8 de maio de 2023 de: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-paulo/panorama
Instituto Nacional de Estadística y Censos – INDEC (2023). Censo nacional de población, hogares y viviendas 2022: resultados provisionales. INDEC.
Lazarini, Kaya (2014). Luta por moradia e autogestão em Buenos Aires: da crise à construção popular do habitat (Dissertação de Mestrado). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo.
Leal, Leonardo e França Filho, Genauto (2020). Solidariedade Democrática em Movimento: respostas à grande crise da pandemia de Covid-19. Nau Social, 11(21), 281-291. https://doi.org/10.9771/ns.v11i21.38630
Mendonça, Maria Helena, Silva Junior, Aluísio, Cunha, Carlos Leonardo e Latgé, Paula (2020). A pandemia COVID-19 no Brasil: ecos e reflexos nas comunidades periféricas. APS EM REVISTA, 2(2), 162-168. DOI:
Mies, Maria e Shiva, Vandana (1993). Ecofeminismo. Lisboa: Instituto Piaget.
MMFDH - MMFDH (2021). Canais registram mais de 105 mil denúncias de violência contra mulher em 2020. (2021). Canais registram mais de 105 mil denúncias de violência contra mulher em 2020. Recuperado em 07 de fevereiro de 2023 de: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2021/marco/canais-registram-mais-de-105-mil-denuncias-de-violencia-contra-mulher-em-2020
Ministerio de las Mujeres, Géneros y Diversidad -MMGD (2021). Información estadística. Recuperado em 07 de fevereiro de 2023 de: https://www.argentina.gob.ar/generos/linea-144/informacion-estadistica
Moraes, Alana (2018). Antes e depois das paredes: o comum urbano entre mulheres sem-teto na periferia de São Paulo. arq. urb, 23, 64-81. Recuperado em 07 de fevereiro de 2023 de: https://revistaarqurb.com.br/arqurb/article/view/39/35
Nisida, Vitor Coelho e Cavalcante, Lara Aguiar (2020). Racismo e impactos da COVID-19 na população da cidade de São Paulo. Revista Brasileira de Direito Urbanístico (RBDU), 10, 151-174. https://doi.org/10.55663/rbdu.v6i10.80
Pinheiro, Luana, Tokarski, Carolina Pereira e Vasconcelos, Marcia (2021). Vulnerabilidades das trabalhadoras domésticas no contexto da pandemia de Covid-19 no Brasil. Recuperado em 09 de maio de 2023 de: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/11447
Reis, Ana Paula dos et al. (2021). Desigualdades de gênero e raça na pandemia de COVID-19: implicações para o controle no Brasil. Saúde em Debate, 44, 324-340.
Rodrigues, Soraya (2006). Casa própria ou apropriada? duas abordagens: o FUNAPS Comunitário e o Projeto Cingapura (Dissertação de Mestrado). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo.
Rolnik, Raquel (2011, 9 de dezembro). Violência contra a mulher: quando vai ter fim? [Entrada de blog] raquelrolnik.wordpress. Recuperado em 22 de fevereiro de 2023 de: https://raquelrolnik.wordpress.com/2011/12/09/violencia-contra-a-mulher-quando-vai-ter-fim/
Santos, Raqueline, Theis, Ivo Marcos e Schiochet, Valmor (2022). Combatendo a desigualdade social diante da pandemia Covid-19: as ações de solidariedade do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Retratos De Assentamentos, 25(2), 9-36. https://doi.org/10.25059/2527-2594/retratosdeassentamentos/2022.v25i2.463
Svab, Haydée (2016). Evolução dos padrões de deslocamento por gênero: um estudo da Região Metropolitana de São Paulo (Dissertação de Mestrado). Escola Politécnica da USP, São Paulo.
Vergès, Françoise (2020). Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu Editora.
Vieira, Julia, Anido, Isabela e Calife, Karina (2022). Mulheres profissionais da saúde e as repercussões da pandemia da Covid-19: é mais difícil para elas? Saúde em Debate, 46, 47-62. 10.1590/0103-1104202213203
Zarias, Alexandre, Ferreira, Suzy e Queiroz, Felipe (2012). Mulheres e o direito à moradia: a função social da propriedade na perspectiva de gênero. Em Marues, Rosa (Ed.), 17º Encontro Nacional da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero, UFPB João Pessoa, Brasil.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© De los autores y Editorial Universidad de Sevilla 2023

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale - Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International.
Les auteur·e·s qui publient dans cette revue acceptent les conditions suivantes :
- Les auteur·e·s conservent les droits d’auteur·e et concèdent à la revue le droit de première publication, avec le travail enregistré sous la licence d’attribution Creative Commons, qui permet aux tiers d’utiliser ce qui est publié tant qu’il·elle·s mentionnent la paternité de l’œuvre et la première publication dans cette revue.
- Les auteur·e·s peuvent conclure d'autres accords contractuels indépendants et additionnels pour la distribution non exclusive de la version de l’article publiée dans cette revue (par exemple, l’inclure dans un répertoire institutionnel ou la publier dans un livre), à condition qu’il·elle·s indiquent clairement que le travail a été publié pour la première fois dans cette revue.
- Les auteur·e·s sont autorisé·e·s et encouragé·e·s à publier leurs travaux sur Internet (par exemple sur des sites web institutionnels ou personnels) avant et pendant le processus d’examen et de publication, car cela peut conduire à des échanges productifs et à une diffusion plus large et rapide des travaux publiés (voir The Effect of Open Access).









